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quinta-feira, 10 de setembro de 2015
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
A GAROTA DINAMARQUESA
A Garota Dinamarquesa promete ser um dos filmes mais contundentes e competentes a abordar o universo de um transgênero dos últimos tempos. O filme chega em um excelente momento, em que o debate sobre os direitos dos transexuais é mais do que urgente.
Estrelado por Eddie Redmayne, o mesmo de a Teoria de Tudo, em que interpretou o físico Stefen Hawkins, o filme narra a transformação da primeira transexual da história. O trailer já impressiona e mostra momentos que toda crossdresser, travesti ou transexual já experimentaram. Não há como não se identificar com o personagem Einar, na cena em que sente pela primeira vez um tecido de roupa feminino tocando o seu corpo.
O realismo não veio a toa, Eddie Redmayne entrevistou 6 transgêneras de épocas diferentes para absorver suas experiências, leu biografias e estudou tudo que pode para poder encarnar esse universo. O resultado é certo.
O foco do trailer, no personagem da esposa a pintora Gerda Vikander, também parece muito acertado mostrando a importância dela, na descoberta e transição de Einar para Lili. Uma história de amor pra lá de dramática. Mas atenção, pode ser perigoso levar namoradas que ainda temem perder seus namorados crossdresser para o "outro" lado.
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
NÃO SOMOS MULHERES
Falo por mim, óbvio, mas jamais diria que sou mulher. Não tenho alma de mulher, não tenho identidade feminina e não acho que conseguiria ser mulher 100% do meu tempo. Pra mim, o universo feminino é algo mágico e misterioso e ser crossdresser é poder experimentar transitar pelo lado de dentro desse universo de vez em quando.
É evidente que há muitos tons de rosas, muito mais dos que os óbvios 50, em todo o tipo de homens que guardam algum traço de identidade feminino. Desde os curiosos que vão passar a vida se imaginando de vestido em segredo até as mulheres transgêneros que passam pela transição. Mas nessa escala rosada cromática, acho que me posiciono em um tom pálido, que vez por outra, aspira por uma cor mais saturada e é aí que quero experimentar. Escolho sempre o glamour, o brilho, a vida noturna, baladas, cabelos soltos, saltos altíssimos e maquiagem carregada. Convenientemente escolho a parte fantasiosa da vida feminina da qual os homens observam de fora e fantasiam enquanto ainda não fazem parte da vida íntima de uma mulher. Sei que ser mulher é bem mais do que isso, e acho que já tenho idade para dizer que não seria boa no que elas são melhores. As facetas mais belas das mulheres são bem mais difíceis de simular do que conseguiria com camadas e mais camadas de base pó compacto. Acolher, cuidar, doar-se são traços bem mais difíceis de serem imitados.
Deixo aqui toda a minha admiração por elas, que me deixam tão fascinados que me fazem querer tentar ser uma delas, como um menino que se veste de Batman para devotar toda a admiração pro seu herói.
É evidente que há muitos tons de rosas, muito mais dos que os óbvios 50, em todo o tipo de homens que guardam algum traço de identidade feminino. Desde os curiosos que vão passar a vida se imaginando de vestido em segredo até as mulheres transgêneros que passam pela transição. Mas nessa escala rosada cromática, acho que me posiciono em um tom pálido, que vez por outra, aspira por uma cor mais saturada e é aí que quero experimentar. Escolho sempre o glamour, o brilho, a vida noturna, baladas, cabelos soltos, saltos altíssimos e maquiagem carregada. Convenientemente escolho a parte fantasiosa da vida feminina da qual os homens observam de fora e fantasiam enquanto ainda não fazem parte da vida íntima de uma mulher. Sei que ser mulher é bem mais do que isso, e acho que já tenho idade para dizer que não seria boa no que elas são melhores. As facetas mais belas das mulheres são bem mais difíceis de simular do que conseguiria com camadas e mais camadas de base pó compacto. Acolher, cuidar, doar-se são traços bem mais difíceis de serem imitados.
Deixo aqui toda a minha admiração por elas, que me deixam tão fascinados que me fazem querer tentar ser uma delas, como um menino que se veste de Batman para devotar toda a admiração pro seu herói.
sábado, 4 de julho de 2015
SER CD É...
Lembra do Amar é?... Aquelas figurinhas que as meninas colavam nos estojos, cadernos e agendas? Eu sempre quis colar uma dessas na minha agenda, mas nunca tive coragem. Inspirado nessas figurinhas criamos o: "Ser Crossdresser é..."
Mandem sugestões.
Mandem sugestões.
quarta-feira, 25 de março de 2015
5 MAIORES SAIAS JUSTAS QUE UMA CROSSDRESSER PASSA NA VIDA
Todo homem que usa roupas de mulher já deve ter passado por todo o tipo de aperto. Não estou falando dos apertos bons - vestidos colados no corpo, corpetes tão justos a ponto de nos dividir em duas ou ainda os apertos dos bofes quando estamos nos braços deles.
To falando das saias justas que a gente não gosta, aqueles momentos em que quase fomos pegas no flagra, durante uma montagem clandestina. Quem não se monta assumidamente já deve ter passado por isso.
1 - Ser flagrado na infância com as roupas da mãe, ou da irmã.
Quem nunca, né? Toda crossdresser "em formação" começa experimentando as roupas da mãe ou da irmã. Mas e quando a gente está no banheiro, pirando no visual do espelho enquanto vestimos aquela peça de roupa de mulher e alguém bate na porta? Depois do susto, a gente nem consegue falar nada. Passei por isso várias vezes, nunca fui pega. Na mais tensa de todas tive que sair do banheiro usando um colant de ginástica por baixo da roupa de menino. Só consegui devolver na gaveta depois de horas... mais foi difícil, adorei ficar com aquilo por baixo da camiseta.
2 - Encontrar alguém na fila do provador de uma loja de roupas femininas.
Conforme o tempo passa a gente vai ficando mais corajosa e prefere testar a roupa antes de trazer mais uma peça pra coleção. Pra falar a verdade, experimentar roupas em lojas de departamentos me deixam bem excitada. A gente nunca espera que vai encontrar alguém conhecido, mas pode ter certeza, no pior momento, vai rolar. Passei por isso duas vezes, numa delas estava cheio de roupas de mulher na fila quando uma amiga de faculdade saiu de dentro dos provadores e me viu. Gelei, ela parou pra conversar e comentou que adorou o vestido que eu segurava. Pensei, ela já sacou, vou agir com naturalidade e assumir, mas ela continuou: - sua namorada vai adorar!
3 - Ser pego com um sapato alto de número mais alto.
Num passeio ao shopping, encontrei um último par de sapatos daqueles que a gente se apaixona ao ver. Não sabia se ia servir e a loja não trocava. Baixou a coragem, disse que ia provar, a vendedora ficou mega sem graça. Ela foi buscar o outro pé, no mesmo momento entrou na loja a namorada dum amigo e eu ali segurando um sapato 40. A garota procurou algum par que gostasse até que me notou. Sorriu, conversou um pouco até que a vendedora voltou do estoque com o outro pé. Minha sorte é que a vendedora percebeu que eu estava constrangido e disse: "É, só tem esse par mesmo...acho que não vai servir nela". A garota olhou pro sapato na minha mão e disse, credo, não vai servir não! riu e saiu da loja. A vendedora me ofereceu o estoque para experimentar com mais privacidade. No final deu tudo certo, comprei o sapato e não dei (tanta) bandeira.
4 - Encontrar alguém numa balada em que estamos montadas.
Como sempre que me monto, vou a bares e noites GLS, sempre pensei: "Se eu encontrar alguém, essa pessoa também estará clandestina". Errada de novo! A primeira vez encontrei um colega de trabalho, que é gay e estava lá com amigos. Ele me olhou, me encarou... mas ou preferiu não comentar ou não teve certeza que era eu. Na outra vez foi pior, um amigo de um amigo estava na balada, e o pior, só percebi quando ele me cantou. Deu um calafrio de congelar, mas dei um jeito de escapar. Logo depois vi ele dando uns pegas num travesti. Dias depois encontrei ele na festa de um amigo, contando vantagens de como era pegador, com direito a comentários levemente homofóbicos.
5 - Roupas achadas.Nosso lado feminino é compulsivo e adora aumentar o guarda roupa. Mesmo sem ter onde guardar, a gente não para de comprar vestidos e sapatos. Quando ainda morava com meus pais, dava um jeito de guardar tudo numa mala que ficava em baixo da cama. A mala estava estufada. Um dia, minha mãe pediu a mala emprestada para uma viajem. Eu disse que estava trancada com a chave na casa de uma amiga. - Quebra o cadeado, depois eu te compro outro. Dei um jeito de colocar a mala na rua pela janela, corri até a casa de uma amiga vizinha que sabia de tudo, tirei as roupas e deixei tudo com ela. Voltei com a mala vazia a tempo de entregar pra minha mãe. Sempre achei que aquilo era um teste da minha mãe, mas depois que contei sobre meu "crossdressing" ela me garantiu que não imaginava que houvesse algo escondido nas malas.
Esses foram os 5 maiores perrengues que passei até hoje.
Se lembrar de mais um, ou passar outro, escrevo aqui.
Beijos
To falando das saias justas que a gente não gosta, aqueles momentos em que quase fomos pegas no flagra, durante uma montagem clandestina. Quem não se monta assumidamente já deve ter passado por isso.
1 - Ser flagrado na infância com as roupas da mãe, ou da irmã.
Quem nunca, né? Toda crossdresser "em formação" começa experimentando as roupas da mãe ou da irmã. Mas e quando a gente está no banheiro, pirando no visual do espelho enquanto vestimos aquela peça de roupa de mulher e alguém bate na porta? Depois do susto, a gente nem consegue falar nada. Passei por isso várias vezes, nunca fui pega. Na mais tensa de todas tive que sair do banheiro usando um colant de ginástica por baixo da roupa de menino. Só consegui devolver na gaveta depois de horas... mais foi difícil, adorei ficar com aquilo por baixo da camiseta.
2 - Encontrar alguém na fila do provador de uma loja de roupas femininas.
Conforme o tempo passa a gente vai ficando mais corajosa e prefere testar a roupa antes de trazer mais uma peça pra coleção. Pra falar a verdade, experimentar roupas em lojas de departamentos me deixam bem excitada. A gente nunca espera que vai encontrar alguém conhecido, mas pode ter certeza, no pior momento, vai rolar. Passei por isso duas vezes, numa delas estava cheio de roupas de mulher na fila quando uma amiga de faculdade saiu de dentro dos provadores e me viu. Gelei, ela parou pra conversar e comentou que adorou o vestido que eu segurava. Pensei, ela já sacou, vou agir com naturalidade e assumir, mas ela continuou: - sua namorada vai adorar!
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3 - Ser pego com um sapato alto de número mais alto.
Num passeio ao shopping, encontrei um último par de sapatos daqueles que a gente se apaixona ao ver. Não sabia se ia servir e a loja não trocava. Baixou a coragem, disse que ia provar, a vendedora ficou mega sem graça. Ela foi buscar o outro pé, no mesmo momento entrou na loja a namorada dum amigo e eu ali segurando um sapato 40. A garota procurou algum par que gostasse até que me notou. Sorriu, conversou um pouco até que a vendedora voltou do estoque com o outro pé. Minha sorte é que a vendedora percebeu que eu estava constrangido e disse: "É, só tem esse par mesmo...acho que não vai servir nela". A garota olhou pro sapato na minha mão e disse, credo, não vai servir não! riu e saiu da loja. A vendedora me ofereceu o estoque para experimentar com mais privacidade. No final deu tudo certo, comprei o sapato e não dei (tanta) bandeira.
4 - Encontrar alguém numa balada em que estamos montadas.
Como sempre que me monto, vou a bares e noites GLS, sempre pensei: "Se eu encontrar alguém, essa pessoa também estará clandestina". Errada de novo! A primeira vez encontrei um colega de trabalho, que é gay e estava lá com amigos. Ele me olhou, me encarou... mas ou preferiu não comentar ou não teve certeza que era eu. Na outra vez foi pior, um amigo de um amigo estava na balada, e o pior, só percebi quando ele me cantou. Deu um calafrio de congelar, mas dei um jeito de escapar. Logo depois vi ele dando uns pegas num travesti. Dias depois encontrei ele na festa de um amigo, contando vantagens de como era pegador, com direito a comentários levemente homofóbicos.
Esses foram os 5 maiores perrengues que passei até hoje.
Se lembrar de mais um, ou passar outro, escrevo aqui.
Beijos
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
DESENHO ANIMADO CROSSDRESSER

Desenhos animados e crossdressers tem tudo a ver! Taí o Pernalonga, que não me deixa mentir! Pernalonga era um praticante assíduo da nossa arte, e mais, fazia isso como ninguém. Transformava-se numa coelha sexy e fazia de bobo todos os seus inimigos. Quem é que não ia amar, se montar maravilhosamente e fazer de bobos os chatos que nos atazanam no mundo dos sapos. Pica Pau era outro que usava uma perna de mulher e conseguia carona pra tudo que é lugar.
Vou para por aqui porque daqui a pouco é capaz de aparecer um maluco qualquer que vai começar a falar que as crianças passam a se travestir por assistir desenhos animados. Ja vou dizendo que nem via tanto desenho assim! Nem venham me usar de estatística para teorias da conspiração.
Hoje no meio de tanta caretice é até difícil encontrar um desenho que brinque com esse tema, né? Nada disso! Não é que tem um desenho muito ousado sobre um menino que se veste de mulher e se transformar em uma superheroína?
Shezow é um desenho sobre um garoto que acha um anel de sua falecida tia superheroína - a Shezow. Quando o garoto coloca o anel no dedo, SHEEEZOW! Ele fica com roupas rosas, salto alto, cabelo comprido e com um baton laser - uya! O criador, Obie Scott Wade, disse em uma entrevista que jamais pensou em criar o desenho para abordar o tema para crianças. Segundo Obie, SheZow o desenho partiu de uma idéia que ele teve ao pensar em como seria embaraçoso um garoto super herói ter que se vestir como menina para combater o crime. Embaraçoso? Acho que não é isso que a maioria de mais descreveria.
A polêmica foi grande, não é difícil encontrar blogs criticando o desenho animado por considerarem inapropriado. Será mesmo? Parece que não haverá segunda temporada, a ousadia pode ter ficado no meio do caminho. Mesmo assim foram produzidos muitos episódios com a Shezow, não diria que o tema foi explorado como poderia, mas sem dúvida trouxe o assunto à reflexão. Me pergunto como reagiria ao assistir uma série como essa na infância. O episódio em que ele conta aos pais que é a Shezow é sem dúvida uma analogia muito boa àquele momento em que muitas de nós tivemos muito medo de contar aos pais que gostávamos de vestir roupas de menina. Talvez se mais e mais desenhos abordassem o tema desse jeito descontraído o crossdress deixaria de ser um tabu. Veja o desenho e tire suas conclusões.
A polêmica foi grande, não é difícil encontrar blogs criticando o desenho animado por considerarem inapropriado. Será mesmo? Parece que não haverá segunda temporada, a ousadia pode ter ficado no meio do caminho. Mesmo assim foram produzidos muitos episódios com a Shezow, não diria que o tema foi explorado como poderia, mas sem dúvida trouxe o assunto à reflexão. Me pergunto como reagiria ao assistir uma série como essa na infância. O episódio em que ele conta aos pais que é a Shezow é sem dúvida uma analogia muito boa àquele momento em que muitas de nós tivemos muito medo de contar aos pais que gostávamos de vestir roupas de menina. Talvez se mais e mais desenhos abordassem o tema desse jeito descontraído o crossdress deixaria de ser um tabu. Veja o desenho e tire suas conclusões.
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